domingo, 11 de junho de 2017

JUNTO À PEDRARIA DA CALÇADA



Junto à pedraria da calçada

Junto à pedraria da calçada,
cinza agreste de granito velho,
um fio de geada enfrenta o silêncio
diluído na bruma.

A cidade,
lentamente vestida de negro,
acorda os frenéticos do sexo,
ávidos de orgasmos.

E o cheiro dos corpos suados,
invade a noite e as luzes ferrugentas da rua.

Num suspiro, a noite morre
e a pedraria da calçada,
cinza agreste de granito velho,
dilui-se num fio de geada.

ana paula  lavado ©                            

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